O Ceará está rendido

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As facções nunca foram intimidadas pelas polícias de forma sistemática

Os índices alarmantes da criminalidade em Sobral chegam a dar inveja aos que são registrados nos morros cariocas. Tal fato chega a ser espantoso até mesmo para as autoridades policiais, que já não têm justificativas para as inúmeras ocorrências de mortes que ocorrem quase que diariamente nesta cidade.

Quando o assunto vem à tona, logo aparece um rábula em defesa da municipalidade, dizendo que “isso” ocorre no país inteiro, e que segurança é de responsabilidade do Estado. Mas como um Estado dominado por facções tem capacidade de resolver questões como essa? É sabido por todos que, a partir das mudanças feitas no setor de segurança pública do Ceará, o estado passou a ser parque de diversão das organizações criminosas de todo o país, que aqui abriram suas filiais e passaram a operar como se fossem um governo paralelo.

Não se pode dizer que foram feitos acordos entres as partes, no entanto, as facções nunca foram intimidadas pelas polícias de forma sistemática, principalmente em períodos eleitorais. Quando o Estado tentava se impor, os comandos promoviam ações terroristas, incendiando veículos e depredando edifícios, de modo a medir forças com o suposto poder. Se há uma verdade incontestável, essa é a de que nunca houve empenho da parte dos governantes para combater de fato à criminalidade; no máximo foram levadas a efeito operações sutis, a fim de que os faccionados não se sentissem incomodados pelo governo ou pela justiça, e isto fez com que as polícias fossem desmoralizadas e desmontadas, ficando o Ceará como berço do mal.

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