Relatório aponta redução na violência letal contra mulheres em 2024 no Brasil

Em 2023, os números foram superiores, com 1.438 feminicídios e 2.707 homicídios e lesões corporais fatais
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O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Ministério das Mulheres, revelou uma queda de 5,07% nos casos de violência letal contra mulheres em 2024. No ano passado, foram registrados 1.450 feminicídios e 2.485 homicídios dolosos, além de lesões corporais seguidas de morte. Em 2023, esses números foram superiores, com 1.438 feminicídios e 2.707 homicídios e lesões corporais fatais.

O relatório também aponta uma redução nos casos de estupro contra mulheres, totalizando 71.892 registros em 2024, o que equivale a uma média de 196 casos por dia. Esse número representa uma diminuição de 1,44% em relação ao ano anterior. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, atribui essa queda aos esforços das políticas públicas e à mobilização da sociedade, enfatizando a importância da intervenção precoce nos casos de violência.

Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan/MS) reforçam que a violência contra mulheres adultas atinge majoritariamente mulheres pretas e pardas, que representam 60,4% das vítimas, enquanto 37,5% dos casos envolvem mulheres brancas. O levantamento também destaca que 76,6% dos agressores são do sexo masculino e que a residência é o local mais perigoso para as mulheres, concentrando 71,6% dos casos de violência doméstica, sexual ou outras formas de agressão.

A ministra Cida Gonçalves ressaltou a necessidade de manter e fortalecer as políticas públicas para continuar reduzindo os índices de violência de gênero. Segundo ela, mesmo com recursos limitados, as iniciativas governamentais têm gerado resultados positivos e promovido mudanças na percepção da sociedade sobre o papel de intervir nesses casos.

Além do eixo sobre enfrentamento à violência contra as mulheres, o Raseam 2025 analisa aspectos demográficos, autonomia econômica, igualdade no trabalho, educação, saúde, direitos reprodutivos, participação feminina no poder e no esporte. No total, o documento reúne 328 indicadores de bases oficiais do governo, ampliando a análise em relação ao relatório anterior, que contava com 270 indicadores.

Entre os destaques socioeconômicos do estudo, está o fato de as mulheres serem maioria entre as pessoas responsáveis pelos domicílios brasileiros. Também foi identificado que, em estabelecimentos formais com 100 ou mais empregados, as mulheres recebiam, em média, o equivalente a 79,3% do salário dos homens. Na política, houve avanço na participação feminina nas eleições de 2024, com 30,6% das candidatas a prefeita conseguindo se eleger, superando o desempenho de 2020.

A ministra enfatizou que o Raseam 2025 servirá de base para aprimorar políticas públicas e estudos sobre a situação das mulheres no Brasil. Segundo ela, o objetivo é não apenas reduzir os índices de feminicídio, mas garantir equidade de gênero e maior participação feminina em todos os âmbitos da sociedade.

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