Docentes, por meio da Associação dos Professores em Estabelecimentos Oficiais do Estado do Ceará (Apeoc) enviaram carta a Elmano de Freitas (PT), governador do Ceará, reivindicando melhorias trabalhistas na manhã desta segunda-feira, 14, no Palácio da Abolição, em Fortaleza.
A Apeoc cobra o uso do Fundo Social do Pré-Sal na educação, o pagamento do retroativo das promoções, a convocação completa dos concursados, a realização de um novo concurso, a antecipação do precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), entre outros pedidos.
Desta forma, solicita que seja feita uma mesa de negociação para efetivar cronograma de “pendências de dívidas”.
Assim, organizam ato para o dia 23 de abril na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), na Capital, para tratar diretamente com o governador, chamado por Anízio de Melo, presidente da Apeoc e coordenador geral da Frente Norte Nordeste pela Educação, de “técnico principal do time”.
“Não é só de segurança pública que vive o Estado. O maior investimento para garantir segurança, tranquilidade, é a educação. Por isso, achamos que o governo deve olhar mais diretamente para a educação e, principalmente, sentar com o sindicato para corrigir as distorções e continuar no caminho acertando”, defende.
Anízio destaca que, apesar de avanços iniciais na campanha salarial de 2025, o Estado passou a tomar decisões unilaterais e sem diálogo com os trabalhadores. Ele reforça que nenhum recurso, seja dos precatórios ou da educação, será retirado sem o consentimento e discussão com os sindicalizados.
A Apeoc defende que o serviço público deve ser composto por profissionais concursados, incluindo professores, funcionários da educação, merendeiras, porteiros e administrativos.
“No Ceará, há uma onda muito grande de terceirização, que nós entendemos que deve ser diminuída e substituída por concursos públicos”, argumenta.Anízio de Melo critica atraso do Censo Escolar.
A Associação reclama de atraso na divulgação dos dados do Censo Escolar e cobra mais clareza e transparência por parte do Ministério da Educação (MEC) e dos institutos responsáveis, julgando que são informações essenciais para avaliar o avanço ou retrocesso da educação.
Segundo Anízio, é positivo o desempenho do Ceará nas provas, alertando que o Estado não pode regredir e que, para isso, é fundamental que o governador dialogue com a categoria. “O Ceará não pode andar para trás. Para não andar para trás, o governador tem que sentar conosco”, afirma.
Fonte- O Povo
