Uma ação conjunta entre a Polícia Federal, a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira apreendeu, neste sábado, uma embarcação semissubmersível nas proximidades da Ilha do Marajó, no Pará. O equipamento, de fabricação artesanal, é suspeito de ter sido utilizado para o envio de cocaína à Europa, revelando uma estratégia sofisticada e inédita no tráfico internacional de drogas a partir do Brasil.
A operação é parte de uma resposta direta à apreensão de uma embarcação semelhante na costa de Portugal em março deste ano. De acordo com as autoridades, os dois veículos aquáticos teriam sido produzidos na mesma região do Pará, com o objetivo específico de realizar o transporte transatlântico de entorpecentes.
É a primeira vez que a Polícia Federal apreende uma embarcação desse tipo no país, o que, segundo o órgão, demonstra um movimento das organizações criminosas para diversificar seus métodos de atuação diante do aumento da vigilância em portos e aeroportos. Semissubmersíveis são comumente associados ao narcotráfico em países da América Central e do Norte, especialmente em rotas entre a Colômbia e os Estados Unidos.
As investigações continuam e buscam identificar todos os responsáveis pela fabricação, logística e financiamento da estrutura. A PF informou que a localização da embarcação só foi possível graças a um esforço coordenado de inteligência internacional, que contou com a colaboração da Polícia Nacional da Espanha, da Polícia Judiciária de Portugal e da DEA, agência antidrogas dos Estados Unidos.
O caso acende um alerta sobre o uso da costa brasileira como ponto estratégico para o tráfico internacional e reforça a necessidade de cooperação global no combate ao crime organizado. A apreensão é tratada como um marco nas ações de repressão ao narcotráfico no país.
