A escalada do conflito entre Irã e Israel alcançou seu quarto dia neste domingo (15), com um saldo trágico de 128 mortos em território iraniano e 14 em Israel. A ofensiva foi desencadeada após o governo israelense lançar o que classificou como um “ataque preventivo”, tendo como alvo as instalações do programa nuclear iraniano.
A operação israelense, batizada de Leão Ascendente, veio em meio ao crescente tom de confronto entre os dois países nos últimos dias. Israel afirma que o objetivo principal da ação é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, enquanto Teerã acusa Tel Aviv de provocar uma agressão injustificável e de atingir civis.
Em resposta, o Irã lançou uma retaliação com dezenas de drones e mísseis, que atravessaram o espaço aéreo até atingir cidades israelenses. Segundo autoridades locais, os ataques resultaram em 14 mortes, todas de civis, entre elas três crianças.
Do lado iraniano, a situação é ainda mais grave. De acordo com o Ministério da Saúde do país, 128 pessoas perderam a vida desde o início da ofensiva israelense, e cerca de 900 ficaram feridas. A maioria das vítimas, segundo Teerã, também são civis, apesar de Israel garantir que os alvos são exclusivamente militares e nucleares.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou no sábado (14) que a ofensiva continuará até que todas as bases militares do Irã consideradas ameaças à segurança israelense sejam neutralizadas.
O cenário atual aprofunda a instabilidade regional e desperta alerta na comunidade internacional, que teme que o conflito se expanda para além das fronteiras dos dois países. Enquanto as hostilidades seguem, cresce a pressão por uma ação diplomática que evite um confronto de maiores proporções no Oriente Médio.
