Chuvas perdem força no Rio Grande do Sul, mas estado segue em alerta

O boletim meteorológico mais recente aponta para uma tendência de diminuição nas pancadas
Compartilhe

Após dias de instabilidade, as chuvas que atingem o Rio Grande do Sul começaram a dar sinais de enfraquecimento nesta quinta-feira, embora o tempo ainda inspire cuidados em boa parte do estado. De acordo com a Climatempo, o cenário deve melhorar gradualmente ao longo desta sexta e sábado, especialmente nas regiões mais castigadas nos últimos dias, como a Serra Gaúcha, Missões e Campanha.

O boletim meteorológico mais recente aponta para uma tendência de diminuição nas pancadas, com previsão de que elas se tornem menos intensas, primeiro nas áreas onde os acumulados de chuva foram mais expressivos. Ainda assim, a Defesa Civil estadual mantém o alerta para as regiões norte e nordeste do estado, diante do risco moderado de alagamentos e da recomendação para que a população evite áreas de risco.

O impacto das chuvas já é considerável. Segundo o balanço atualizado no final da tarde, quase 3 mil pessoas estão desalojadas e mais de 1,5 mil seguem desabrigadas, sendo acolhidas por estruturas públicas ou assistenciais. Duas mortes foram confirmadas e uma pessoa está desaparecida.

Cidades ribeirinhas seguem sob especial vigilância, com destaque para Lajeado, no Vale do Taquari, a cerca de 110 quilômetros de Porto Alegre. O município viu o nível do Rio Taquari ultrapassar a marca de inundação na quarta-feira, atingindo 22,63 metros nesta quinta, o que levou a prefeitura a acionar o plano de contingência e decretar estado de alerta. No fim da tarde, o nível começou a baixar lentamente, mas ainda permanece acima da cota de segurança.

As forças estaduais de segurança, como o Corpo de Bombeiros, a Brigada Militar, a Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias, seguem mobilizadas para atender às ocorrências e monitorar as áreas mais vulneráveis. Com a previsão de melhora no tempo, a expectativa é de que o estado possa, nos próximos dias, avançar no atendimento às famílias atingidas e na recuperação das áreas mais afetadas.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade