ONU alerta para risco global após ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares do Irã

O único caminho a seguir é a diplomacia
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A tensão internacional deu um novo salto neste sábado (21), após os Estados Unidos realizarem um ataque aéreo contra três instalações nucleares no Irã. A ofensiva, anunciada diretamente pelo presidente norte-americano Donald Trump, foi recebida com preocupação pela comunidade internacional. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, usou as redes sociais para pedir moderação e destacar que “não há solução militar” para o conflito.

Guterres alertou para o risco de uma escalada descontrolada e reforçou a necessidade de diálogo. “Neste momento perigoso, é fundamental evitar uma espiral de caos. O único caminho a seguir é a diplomacia. A única esperança é a paz”, escreveu o chefe da ONU. Ele apelou aos Estados-Membros que cumpram suas obrigações conforme a Carta da ONU e o direito internacional.

O ataque, que mirou as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan, foi classificado por Trump como um “sucesso”. Segundo ele, todos os aviões envolvidos na operação já estão fora do espaço aéreo iraniano. “Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora da paz”, publicou o presidente na rede Truth Social.

Fordow, uma das estruturas atingidas, é conhecida por sua capacidade subterrânea de enriquecimento de urânio e, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), pode operar até 3 mil centrífugas — o que reforça sua importância estratégica no programa nuclear iraniano.

O ataque norte-americano ocorreu em meio à crescente hostilidade entre Irã e Israel. Desde o dia 13 de junho, Israel iniciou ofensivas contra alvos iranianos alegando que o país estaria próximo de desenvolver armamento nuclear. Teerã, por sua vez, insiste que seu programa tem fins exclusivamente pacíficos.

Na tentativa de conter a escalada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reuniu-se com representantes do Reino Unido, França e Alemanha em Genebra, na última sexta-feira (20). A cidade suíça já havia sido palco, em 2013, do acordo que limitava o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções econômicas — pacto do qual os Estados Unidos se retiraram em 2018 durante o primeiro mandato de Trump.

Com o Oriente Médio à beira de um novo conflito armado de grandes proporções, as lideranças internacionais enfrentam agora a difícil tarefa de conter a crise e evitar um desdobramento de consequências potencialmente devastadoras para toda a região e o planeta.

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