O Programa Nacional de Triagem Neonatal, responsável pelo conhecido teste do pezinho, vai receber um reforço financeiro e logístico a partir deste ano. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quinta-feira, em São Paulo. A verba destinada ao programa passará de R$ 100 milhões para R$ 130 milhões anuais, com foco na ampliação da cobertura e na agilidade dos diagnósticos.
Parte do valor adicional será usada para a construção de um laboratório em cada região do país, garantindo mais eficiência nos exames. A iniciativa deve beneficiar estados com menor densidade populacional, onde o acesso ao diagnóstico precoce enfrenta maiores barreiras logísticas.
Outro avanço virá da parceria firmada com os Correios. A logística de transporte das amostras de sangue coletadas nas unidades de saúde será feita pela estatal, permitindo que os resultados cheguem em até cinco dias — metade do tempo atual em muitas localidades.
Segundo Padilha, a medida fortalece a infraestrutura necessária para que o teste seja expandido de forma segura e eficaz em todo o território nacional. Ele destacou ainda que os centros regionais permitirão a formação de redes entre estados, facilitando o acesso a exames mesmo onde a estrutura local é limitada.
O teste do pezinho é um exame essencial que coleta sangue do calcanhar do bebê e identifica doenças antes mesmo do surgimento de sintomas. A realização ocorre principalmente nas Unidades Básicas de Saúde, mas também está disponível em maternidades, casas de parto e comunidades indígenas e quilombolas. A ampliação do programa é vista como um passo decisivo para garantir um diagnóstico precoce e salvar vidas logo nos primeiros dias de vida.
