A Lua cheia de julho, conhecida tradicionalmente como Lua do Veado, alcança seu pico de luminosidade nesta quinta-feira, 10 de julho, e promete um espetáculo natural visível logo após o pôr do sol. A partir das 17h40, desta quinta-feira (10), o satélite surge no horizonte leste, com brilho intenso e visível a olho nu, desde que o céu esteja limpo e a visão não esteja obstruída.
Embora o ápice ocorra hoje, o astrônomo Noah Petro, da Nasa, lembra que a Lua parecerá cheia também nas noites de 9 e 11 de julho, o que amplia as chances de contemplação para quem perder o momento exato do pico. “Ela parece cheia cerca de um dia antes e um dia depois do auge”, explica o pesquisador, que lidera o Laboratório de Geologia Planetária da agência espacial norte-americana.
O nome “Lua do Veado” tem origem nas tradições indígenas do Hemisfério Norte, especialmente por coincidir com o período em que os veados machos desenvolvem rapidamente seus chifres. Outras culturas também batizaram a Lua cheia de julho com nomes sazonais. Entre os Cree, por exemplo, ela é chamada de Lua da Muda, por marcar a troca de penas das aves. Já os Tlingit, da Costa Noroeste do Pacífico, a nomeiam como Lua do Salmão, em referência às migrações dos peixes.
Para uma observação ideal, os especialistas recomendam procurar locais com visão desimpedida para o leste e afastados de fontes de luz artificial. Embora não haja planetas visíveis durante a Lua cheia, o céu de julho ainda reserva cenas celestes dignas de atenção. No fim do mês, Vênus, Júpiter e Marte voltarão a brilhar. Nos dias 21 e 22, os dois primeiros aparecerão no céu da manhã, junto aos aglomerados estelares Plêiades e Híades e à estrela Aldebaran. Já no dia 28, Marte surgirá próximo à Lua crescente no horizonte oeste, logo após o pôr do sol.
Julho também celebra um marco da exploração espacial: os 60 anos do primeiro sobrevoo bem-sucedido de Marte. A sonda Mariner 4, da Nasa, realizou o feito em 1965, capturando as primeiras imagens do planeta vermelho a partir do espaço.
A Lua do Veado é apenas uma das seis Luas cheias que ainda serão vistas em 2025. As próximas já têm datas definidas: 9 de agosto (Lua do Esturjão), 7 de setembro (Lua do Milho), 6 de outubro (Lua da Colheita), 5 de novembro (Lua do Castor) e 4 de dezembro (Lua Fria). As três últimas serão superluas, quando o satélite parece ainda maior e mais brilhante.
