Violência doméstica: quando o lar se torna um campo de batalha

Toda mulher tem uma história e direito vivê-la intensamente
Compartilhe

A violência doméstica no Brasil tem preocupado autoridades e causado indignação à população que espera uma ação mais eficaz dos órgãos públicos. De acordo com o Atlas da Violência 2025 o número de homicídios femininos no Brasil cresceu 2,5% entre 2022 e 2023.

O Ceará, apesar de ter apresentado uma redução nesse tipo de crime, os índices ainda preocupa. Sobral, inserido nesse cenário, na madrugada desta segunda-feira (2), foi notícia nas páginas policiais quando durante a madrugada uma mulher identificada como Thamiris Araújo foi morta dentro de sua própria casa no bairro Padre Palhano. A principal linha de investigação aponta para o companheiro da vítima como autor do crime.

Não há como normalizar o inaceitável. Cada caso é uma prova da urgência de políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e punição. É inadmissível que, em pleno 2025, tantas mulheres ainda estejam morrendo pelas mãos de quem deveria protegê-las.

Feminicídio não é crime passional — é crime de ódio, de poder, de controle. E precisa ser tratado com o rigor que merece, inclusive pela Justiça e pelas instituições de segurança. Além disso, é papel da sociedade como um todo não silenciar. Vizinhos, amigos, familiares: é preciso estar atento, denunciar, apoiar. A omissão também mata.

Toda mulher tem uma história e direito vivê-la intensamente. O extermínio de mulheres não é apenas mais uma manchete efêmera, é a falta de respeito ao seu espaço e à sua liberdade.

Porque nenhuma mulher deve morrer por ser mulher. E nenhuma sociedade pode se considerar justa enquanto isso ainda acontece.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade