Instituição clandestina para idosos é interditada no Rio em operação conjunta

Foram encontrados 36 idosos vivendo em situação degradante
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Uma ação integrada realizada nesta segunda-feira por agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, em conjunto com a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, resultou na interdição de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos clandestina no bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.

No local, conhecido como Lar Maria Lúcia, foram encontrados 36 idosos vivendo em situação degradante. Alguns apresentavam lesões visíveis, sinais de desnutrição severa e precisaram ser encaminhados imediatamente a hospitais da rede municipal. Seis deles foram removidos de ambulância pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, entre eles uma idosa com o fêmur quebrado e outra em estado crítico, sem conseguir se locomover.

A equipe constatou que a instituição operava sem alvará e com apenas dois funcionários, sem qualquer comprovação de qualificação para prestar cuidados aos idosos. A Vigilância Sanitária descreveu as condições do espaço como insalubres, com higiene comprometida e estrutura precária. Alguns residentes estavam amarrados e debilitados, o que evidenciava negligência grave no atendimento.

A faixa etária dos internos variava entre 60 e 90 anos. Apesar da situação alarmante, os idosos pagavam mensalidades entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil. A polícia identificou que muitos familiares não visitavam os parentes e poderão responder por abandono e exposição a risco.

A responsável pelo abrigo, Keline Santos Lima, de 38 anos, foi identificada, mas ainda não localizada pelas autoridades. A operação reforça a importância da fiscalização regular em instituições de cuidado e o compromisso das autoridades com a proteção da população idosa.

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