O desmatamento da Amazônia caiu 18% em junho deste ano, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta quarta-feira (30). Apesar da redução pontual, o bioma perdeu 326 quilômetros quadrados de floresta apenas no último mês, e o acumulado anual aponta um avanço preocupante na destruição da vegetação nativa.
De acordo com o instituto, o desmatamento no chamado calendário da devastação — que vai de agosto de 2024 a julho de 2025 — cresceu 11% em relação ao período anterior. A pesquisadora Larissa Amorim avalia que a queda em junho pode indicar resultados positivos de ações de fiscalização, mas alerta que os números ainda são altos. “A vegetação nativa segue sendo destruída em ritmo preocupante e reforçam a necessidade de intensificar essas medidas”, afirmou.
Três estados concentraram quase 80% do desmatamento registrado em junho. O Amazonas lidera com 28% da área destruída, seguido por Mato Grosso com 26% e Pará com 25%. Juntos, esses estados responderam por 79% da degradação identificada pelo sistema de monitoramento do Imazon.
O instituto chama atenção para a situação das áreas protegidas, que continuam sob pressão mesmo com os esforços de fiscalização. Para os pesquisadores, o reforço na vigilância e nas ações de combate à ilegalidade é essencial para frear a perda da floresta e garantir a preservação do bioma amazônico.
