O Brasil, aos poucos, vem perdendo sua identidade de país e assumindo a postura de uma terceirizada. À falta de um governo equilibrado e sério, estamos perdendo espaço no mercado internacional, mesmo um leque de outras nações dependentes de nossas riquezas. Isto se dá pela descrença dos que não mais nos reconhecem como nação crescente e próspera.
Por aqui as coisas se misturaram, os poderes sofreram mutações, as forças enfraqueceram e se renderam à submissão. Ainda neste contexto, vale frisar que o povo se dividiu em torcidas organizadas, deixando adormecido o sentimento comum do patriotismo. Pouco restou daquilo que nos encantava: nossos ídolos, nossos líderes e referências; nossa cultura, nossa bravura, artes e vocações.
Estamos mais e mais com o astral em baixa e sob a mira da tirania, dos assombros de facções, do medo e da desesperança. Infelizmente, sobrou para poucos o entusiasmo, o zelo e o amor próprio. O Brasil não é mais uma Nação, mas um disfarce. Em quase nada nos diferenciamos de uma peça teatral confusa, um filme sem mocinhos e uma novela sem final feliz.
Diante dessa densa paisagem e entre uma enxurrada de problemas, ainda sobrou espaço para uma birra desnecessária com os Estados Unidos, justificada pela arrogância das partes. O Brasil não está no seu melhor momento para transformar em inimiga a nação mais rica e fortalecida do mundo em seus diversos aspectos, no caso os Estados Unidos. Essa desavença, que é um misto de relações econômicas e políticas desgastadas, deve ser encarada como sendo apenas um calor que não pode virar chama.
