A companhia aérea japonesa All Nippon Airways (ANA) anunciou, na quinta-feira (7), que pretende iniciar a operação dos primeiros táxis voadores do Japão em 2027, em parceria com a startup norte-americana Joby Aviation.
O modelo escolhido é o eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), que decola e pousa como um helicóptero, mas voa como um avião, alcançando até 320 km/h. Com capacidade para cinco pessoas — um piloto e quatro passageiros —, o veículo é silencioso e não emite poluentes durante a operação.
A ANA e a Joby Aviation criarão uma empresa conjunta para implantar mais de 100 aeronaves no país, com foco inicial nas rotas entre o centro de Tóquio e os aeroportos internacionais de Narita e Haneda. Atualmente, o trajeto até Narita leva mais de uma hora por carro ou trem; com os táxis aéreos, o tempo pode cair para cerca de 15 minutos.
Segundo o CEO da ANA, Koji Shibata, a tecnologia “revolucionará” a mobilidade aérea japonesa. Uma demonstração pública está prevista para outubro, durante a Exposição Universal de Osaka.
O mercado global de eVTOLs também conta com participação brasileira. A Embraer, por meio da Eve Air Mobility, prevê iniciar as entregas e operações comerciais em 2027. Em junho, a empresa fechou um acordo de R$ 1,3 bilhão para vender até 50 aeronaves e já acumula cerca de 3 mil encomendas.
Apesar do avanço do setor, nem todas as fabricantes conseguiram se manter. A alemã Volocopter, que pretendia lançar o modelo Volocity em 2025, declarou falência em dezembro de 2024, após enfrentar problemas de certificação.
Com a chegada dos táxis aéreos, o Japão se junta à corrida mundial pela mobilidade aérea elétrica, prometendo encurtar distâncias e reduzir emissões.
