O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão preventiva em domicílio desde 4 de agosto, requereu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para realizar exames médicos em hospital particular de Brasília. A prisão domiciliar foi determinada pelo ministro no âmbito da investigação sobre a suposta participação de Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023.
Segundo a defesa do ex-presidente, o médico responsável solicitou a realização de nove procedimentos para reavaliar a saúde de Bolsonaro, incluindo coleta de sangue e urina, endoscopia e ultrassonografia de próstata. Os exames estão previstos para ocorrer no próximo sábado (16), com duração estimada entre seis e oito horas. O pedido está sob análise do ministro Moraes.
Além dos exames, a defesa pediu autorização para que quatro aliados do ex-presidente façam visitas durante o período: o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o senador Rogério Marinho (PL-RN); o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ); e o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP).
De acordo com a defesa, a solicitação visa o acompanhamento do tratamento medicamentoso em curso, a reavaliação de sintomas como refluxo e soluços persistentes, além da verificação geral do estado de saúde do ex-presidente.
