Dentre as propostas do prefeito Oscar Rodrigues, uma é, antes de tudo, uma reparação no planejamento urbano de Sobral, que até hoje segue os parâmetros de há décadas, quando as estradas eram construídas de acordo com as necessidades dos comboios, que geralmente se utilizavam de carroças em suas viagens.
De lá para cá, pouca coisa mudou em relação à largura das ruas, que permanecem ineficientes, especialmente nos horários de pico. Resumindo: a maioria das ruas de Sobral não tem espaço adequado às necessidades dos condutores.
Esperava-se que os novos conjuntos habitacionais fariam um contraponto na história, mas que nada, continuaram enquadrados na cultura da economia de espaços viários para a sobra de lotes, o que denuncia um estado de incompetência em plena era de modernidade em todas as áreas da atividade humana. Isto é a prova de que a ganância ainda é o ponto predominante dos projetos ditos inovadores.
Com a criação de áreas de estacionamento, uma das promessas do atual prefeito, o fluxo ficou mais lento, uma vez que não se tem espaço suficiente para uma ultrapassagem, por conta dos veículos estacionados. O fato deve ser inserido entre as demandas, que não são poucas. As gestões mais recentes tiveram a infeliz ideia de estreitar algumas ruas, exagerar nas contramãos e dificultar o estacionamento. Isso fez com que as vias principais, no caso as avenidas, passagem a ter fluxos maiores e um trânsito desorganizado. Não dá para voltar ao passado, mas vamos crer que este novo tempo nos garanta um tráfego propício.
