Exportações de frango do Brasil devem recuar em 2025, mas produção segue em expansão

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), exportações brasileiras de carne de frango devem ter uma queda de até 2% neste ano, em relação a 2024. Por outro lado, as vendas de ovos podem fechar o ano com alta recorde de 116,6%.
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As exportações de frango brasileiro devem registrar queda de até 2% em volume neste ano, totalizando 5,2 milhões de toneladas, conforme estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e julho, o recuo já foi de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2024.

O desempenho é afetado principalmente por embargos internacionais após um surto de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), registrado em maio. Apesar de o Brasil ter se declarado livre da doença em junho e não ter registrado novos casos, grandes importadores, como China e União Europeia, mantêm restrições às importações de frango nacional.

As exportações para a China caíram 32,2% nos primeiros sete meses do ano, enquanto não há previsão para a retomada das compras por parte da União Europeia. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que o país asiático ainda mantém estoques internos e produção elevada, mas terá que retomar a importação brasileira futuramente, especialmente de produtos como pé de galinha, cuja produção local é insuficiente.

Enquanto isso, outros mercados, como o Chile, sinalizam a retomada das compras já nesta ou na próxima semana. Apesar dos entraves nas exportações, a produção nacional de frango deve crescer até 3% em 2025, com expansão adicional de 2% prevista para 2026.

Por outro lado, as exportações de ovos brasileiros têm apresentado resultados expressivos. De janeiro a julho, os envios para os Estados Unidos aumentaram 1.419,3%, com 18.976 toneladas exportadas e faturamento de US$ 41 milhões, impulsionados pela perda de aves no país norte-americano devido à gripe aviária. A expectativa da ABPA é que o crescimento nas vendas de ovos atinja 116,6% em relação a 2024 até o final do ano, com expansão mais moderada de 12,5% prevista para 2026.

A produção nacional de ovos também deve continuar em alta, com previsão de crescimento de 7,5% em 2025 e 4,8% em 2026. O setor trabalha em parceria com o governo brasileiro para negociar a redução de tarifas impostas pelos Estados Unidos, que atualmente impactam o mercado.

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