Pedófilos usam códigos com emojis para se reconhecer e trocar conteúdo ilegal nas redes sociais

A estratégia tem um propósito claro: camuflar a intenção criminosa sob símbolos cotidianos, dificultando a detecção por autoridades, plataformas e até pelos próprios pais.
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Um levantamento feito por especialistas em segurança digital aponta que criminosos têm utilizado emojis aparentemente inofensivos para se comunicar e se identificar nas redes sociais. Essa prática, cada vez mais comum entre pedófilos, permite a troca de mensagens codificadas e, em muitos casos, a migração para plataformas mais privadas como WhatsApp e Telegram, onde o conteúdo ilegal é compartilhado.

A estratégia tem um propósito claro: camuflar a intenção criminosa sob símbolos cotidianos, dificultando a detecção por autoridades, plataformas e até pelos próprios pais.

Os códigos por trás dos emojis

Alguns dos emojis mais utilizados por essas redes incluem:

🧀 + 🍕 (queijo e pizza): referência a “CP” (sigla em inglês para “child pornography”).

🍜 (macarrão instantâneo): “noodles”, que soa como “nudes”.

🌽 (milho): remete à palavra “porn”.

🌀 (espiral azul): indica interesse em imagens de meninos.

💟 (coração dentro de outro): indica interesse em imagens de meninas.

Além disso, abusadores frequentemente utilizam emojis com conotação sexual ou formatos fálicos, bem como comentários ambíguos em publicações de crianças — por exemplo, frases como “me desculpe, pequena” ou carinhas sugestivas.

Como os criminosos operam

As redes sociais funcionam como um ponto de partida. A partir da identificação mútua por meio desses códigos, os criminosos estabelecem contato e migram rapidamente para ambientes menos monitorados, como grupos fechados no Telegram ou chats encriptados, onde a troca de material ilegal acontece com menor risco de rastreamento.

Essa movimentação silenciosa torna a detecção ainda mais difícil, especialmente porque muitos desses perfis mantêm aparência comum, com fotos de família, hobbies ou interesses fictícios.

O papel da família e da tecnologia na prevenção

Especialistas recomendam que pais e responsáveis acompanhem de perto a atividade online de crianças e adolescentes. Além de diálogos abertos sobre segurança digital, é essencial observar o uso de símbolos incomuns nas biografias, comentários ou conversas.

Plataformas como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) oferecem ferramentas de bloqueio de palavras, controle de comentários e denúncia de conteúdo suspeito. Ainda assim, o acompanhamento humano é fundamental.

Como denunciar

A pornografia infantil e a pedofilia são crimes graves. Ao identificar qualquer sinal de abuso ou movimentação suspeita nas redes, é possível acionar o Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que funciona 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas.

Denúncias e informações

📞 Disque 100 – Violação de direitos humanos

🌐 SaferNet – www.safernet.org.br

📲 Plataformas sociais – uso de ferramentas de denúncia e bloqueio

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