Ataque de Israel em hospital de Gaza deixa 20 mortos      

Entre as vítimas estavam cinco jornalistas que trabalhavam para agências como Reuters, Associated Press e Al Jazeera. O hospital era o único ainda em funcionamento naquela área.
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O exército israelense realizou um ataque com dois mísseis em sequência, conhecido como “double tap”, contra o Hospital Nasser em Khan Younis, no sul de Gaza. O segundo míssil atingiu o local minutos após o primeiro, precisamente quando equipes de resgate e jornalistas estavam no local prestando socorro às vítimas iniciais. O ataque resultou na morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para agências como Reuters, Associated Press e Al Jazeera. O hospital era o único ainda em funcionamento naquela área.

Esta prática de “double tap” é amplamente condenada porque tem como objetivo previsível atingir socorristas, jornalistas e civis, que não são considerados alvos legítimos pelo direito internacional. Sob as Convenções de Genebra, atingir intencionalmente esses grupos pode ser considerado um crime de guerra.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como um “acidente trágico”. O exército israelense confirmou o bombardeio, lamentou quaisquer ferimentos entre “pessoas não envolvidas”, mas não especificou qual era o alvo legítimo do ataque, afirmando apenas que não tem a intenção de mirar civis ou jornalistas. Um relatório inicial israelense sugeriu que as tropas identificaram uma “câmera posicionada pelo Hamas” na área para observação, insinuando uma possível presença militar.

O ataque foi veementemente condenado pela comunidade internacional. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou-o como “intolerável”, e o presidente americano, Joe Biden, declarou que “não está feliz” com o ocorrido. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou o assassinato de palestinos, profissionais de saúde e jornalistas. Entidades de imprensa, como o Comitê para a Proteção de Jornalistas e a Associação de Imprensa Estrangeira, pediram explicações imediatas e a responsabilização dos culpados. Em resumo, o evento gerou uma forte condenação global devido à tática utilizada e às vítimas civis e protegidas, enquanto Israel defende que se tratou de um acidente em uma operação contra alvos militares.

Fonte: G1

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