O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira (26/8) a segunda reunião ministerial de 2025, no Palácio do Planalto, para avaliar políticas públicas em andamento e alinhar estratégias de governo. Durante a abertura, Lula destacou a importância da soberania nacional e a postura do país diante dos desafios do comércio exterior e das instituições multilaterais.
“Estamos dispostos a sentar na mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é a sermos tratados como se fôssemos subalternos”, afirmou o presidente, reforçando que o Brasil buscará consensos internacionais sem abrir mão de princípios essenciais à dignidade nacional.
O encontro ocorreu em meio à pressão dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo tarifas de até 50%, e reivindicações de grandes empresas de tecnologia (big techs). Lula ressaltou que a política externa brasileira se pauta pelo princípio da não submissão a interesses externos, mantendo diálogo em condições de equidade e respeito mútuo.
Resultados e negociações
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, detalhou os resultados das negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, 41,3% das exportações brasileiras estão livres da tarifa de 40%, incluindo produtos como aeronaves, suco de laranja, ferro-liga e diversos itens do agronegócio.
Outro grupo, representando 23,2% das exportações, está enquadrado na Seção 232, que aplica uma tarifa uniforme para o mundo todo sobre produtos como aço, alumínio e cobre. Automóveis e autopeças têm taxa de 25%, também global. Alckmin destacou que a medida mantém a competitividade do país no mercado internacional.
Ainda assim, 35,6% das exportações brasileiras, como café, carne, pescado, frutas e setores da indústria, estão sujeitas à tarifa de 50%. “O presidente Lula orienta um diálogo permanente para corrigir distorções na política regulatória, sempre respeitando a soberania e a separação dos poderes”, explicou o vice-presidente.
A reunião reforça o compromisso do governo com políticas públicas consistentes, proteção da soberania nacional e negociações internacionais equilibradas, mantendo o Brasil firme em fóruns multilaterais.
