Afeganistão já soma mais de 800 mortos e 2,5 mil feridos causado por terremoto

O tremor de magnitude 6 atinge sobretudo províncias de Kunar e Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.
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Mais de 800 pessoas morreram e pelo menos 2.500 mil ficaram feridas depois que um forte terremoto de 6 graus de magnitude e várias réplicas atingiram o leste do Afeganistão na noite deste domingo, 31, disseram autoridades locais. Os terremotos foram sentidos com força nas províncias orientais de Kunar, Nangarhar, Nuristão e Laghman, e os tremores também atingiram a capital, Cabul.

Segundo autoridades locais, 812 pessoas morreram em Kunar e Nangarhar. Equipes militares de resgate se espalharam pelas duas províncias, comunicou o Ministério da Defesa do governo do Talibã, acrescentando que 40 voos transportaram 420 feridos e mortos.

O Afeganistão é propenso a terremotos mortais, especialmente na cordilheira Hindu Kush, onde as placas tectônicas da Índia e da Eurásia se encontram. Mais de 1.500 pessoas morreram numa série de terremotos em 7 de outubro de 2023, segundo a ONU. O Talibã relatou até 2.500 mortes na época. Em junho de 2022, tremores de magnitude 6.1 mataram ao menos mil pessoas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro do sismo principal, de 6 graus de magnitude, a 42 quilômetros de Jalalabad, capital da província de Nangarhar, e a uma profundidade de oito quilômetros, o que geralmente amplifica o poder de destruição. O tremor inicial, registrado às 23h47 de domingo (horário local, 16h17 de Brasília), foi seguido por ao menos duas réplicas de magnitude 5.2.

As equipes de resgate trabalham desde o início da manhã para localizar sobreviventes entre os escombros, embora as operações sejam dificultadas por deslizamentos de terra que bloquearam estradas importantes em Kunar e Nuristão. Nesta segunda-feira, helicópteros transportavam feridos para um hospital após eles serem retirados dos escombros. As autoridades temem que o balanço de vítimas aumente à medida que áreas mais remotas sejam acessadas.

As equipes de resgate lutavam para encontrar sobreviventes na área que faz fronteira com a região de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, onde casas de barro foram arrasadas pelo terremoto. Os tremores foram sentidos também no país vizinho, incluindo a capital, Islamabad.

A missão das Nações Unidas no país mobilizou pessoal para prestar “assistência de emergência e apoio vital”, enquanto o Crescente Vermelho afegão já enviou equipes médicas para Kunar, a província mais afetada.

Kunar é uma região remota na fronteira com o Paquistão, aninhada nos vales da cordilheira Hindu Kush, cuja população vive principalmente em casas precárias de barro e palha, extremamente vulneráveis a sismos.

Esta fragilidade estrutural, somada a décadas de conflito e à falta de infraestruturas, ampliou o impacto do desastre.

O Talibã reconheceu a magnitude do desastre. “Infelizmente, o terremoto desta noite causou mortes e danos materiais em algumas de nossas províncias orientais”, escreveu o porta-voz Zabihullah Mujahid na rede social X.

“Funcionários locais e moradores estão atualmente envolvidos em esforços de resgate. Equipes de apoio do centro e de províncias vizinhas também estão a caminho, e todos os recursos disponíveis serão usados para salvar vidas”, acrescentou.

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