Movimentos de esquerda realizam atos contra anistia e em defesa da democracia no 7 de Setembro

Manifestações foram convocadas como resposta à mobilização de apoiadores de Bolsonaro. Em SP, estimativa aponta que 8,8 mil pessoas participaram.
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Neste domingo (7), feriado da Independência, movimentos e partidos de esquerda promoveram manifestações em várias capitais brasileiras contra a possibilidade de anistia para condenados por atos golpistas e em defesa da soberania nacional. Os atos integraram a 31ª edição do Grito dos Excluídos, evento anual realizado no 7 de Setembro.

Em São Paulo, o protesto ocorreu na Praça da República, reunindo cerca de 8,8 mil pessoas, segundo estimativas do Monitor do Debate Político do Cebrap e da USP, em parceria com a organização More in Common. Participantes usaram camisetas amarelas e da seleção brasileira, mas o vermelho predominou. Uma bandeira nacional gigante foi exibida, além de um boneco inflável representando o ex-presidente Jair Bolsonaro como presidiário.

O ato contou com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho), do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e dos deputados federais Guilherme Boulos e Érika Hilton (PSOL).

Manifestações também ocorreram em outras cidades. No Rio de Janeiro, cartazes criticaram a anistia e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em Belo Horizonte, manifestantes criticaram privatizações propostas pelo governador Romeu Zema e expressaram solidariedade aos palestinos de Gaza. Em Fortaleza, a passeata saiu da Praça da Paz Dom Hélder Câmara em direção à comunidade Raízes da Praia. Goiânia, Teresina, Brasília, Recife e Maceió também registraram atos com pautas como defesa da democracia, soberania nacional, justiça tributária e redução da jornada de trabalho sem corte de salários.

As manifestações ocorrem em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022, que envolve Bolsonaro e mais sete réus. Caso condenado, o ex-presidente pode cumprir até 43 anos de prisão e está inelegível devido a condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Paralelamente, cresce na Câmara dos Deputados a discussão sobre uma possível anistia para os condenados por crimes contra a democracia. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não colocou nenhum projeto em votação, apesar da pressão de aliados de Bolsonaro, do PL e de parte do Centrão.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve em Brasília para tentar convencer Motta a pautar a proposta, cujo alcance ainda é discutido: pode englobar apenas os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 ou incluir também o ex-presidente e aliados atualmente julgados no STF.

O governo Lula se posiciona contra qualquer medida de anistia, e o presidente convocou mobilizações sociais para barrar a iniciativa.

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