O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, numa reunião do presidente Lula com governadores, fez uma explanação de como seu governo tem enfrentado e vencido a criminalidade no seu estado, coisa que já é tida como uma impossibilidade. O governador falou das estratégias utilizadas, das ações integradas e do compromisso de defender os cidadãos goianienses.
Segundo ele, pior do que as ações dos bandidos é a falta de ações efetivas por parte do governo federal, que efetiva um modelo único de segurança, ignorando à realidade de cada estado, através de súmula vinculante. Caiado entende que, assim como acontece nos Estados Unidos, os estados brasileiros deveriam ter suas próprias leis, e que estas fossem determinadas a extirpar o mal que tanto atormenta toda a federação.
Lula ficou sem palavras escutando o discurso diferenciado do governador, uma vez que estava acostumado a escutar dos demais somente pedidos de recursos. A tese do governador é a de que o Estado deve o quanto antes se impor à essa escalada de violência, antes que tudo seja dominado. Para ele, o que mais pesa nesses aspecto é o medo que há, mesmo entre os governantes, quanto à retaliações e vinganças contra eles e seus familiares depois do término de seus mandatos.
Nesse ponto o governador foi incisivo em dizer que se todos seguirem o modelo de Goiás, o cenário muda. Há nesse contexto, como a mais pura de todas as realidades, a falta de vontade de muitos governantes, que aprenderam a conviver com o tráfico, a matança e a perversidade contra seus governados.
