O distanciamento da pura felicidade

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As novas gerações não saberão o que é ter uma meninice adocicada de contos de fada, com cantigas de ninar, com medo de bruxas, do babau, do velho do saco e de muitas outras criações que os pais e os professores tinham como receita para serem obedecidos.

Manter uma criança sem estresse, coisa que até bem pouco tempo não era tão comum, era uma tarefa árdua, já que eram poucos os opcionais, principalmente entre as famílias mais pobres. O jeito era improvisar com latas, cabos de vassouras, panelas, cavalos de tato, bonecas de pano e também bolas de meia.

Depois que a modernidade trouxe para o mundo a corrida maluca e que as pessoas se tornaram mais gananciosas, vaidosas e exigentes, o trato com a família passou a ter um modelo estravagante, no qual já não há espaço para balanços de rede, acalanto no colo, jogo de bola, confecção de roupinhas de boneca, carros de rolamento, petecas e outras coisas mais que foram ficando menos até não existirem.

Os pais que se modernizaram, já não veem graça alguma no filho a não ser vê-lo sentado à mesa de estudos, copiando ou decorando textos alheios, até que ele se transforme num personagem ilustre do passado, a exemplo de Sócrates, Platão, Einstein, Tesla ou até Pelé. Essa geração de país projetistas, conseguem influenciar os filhos a qualidade de notáveis, mas nem sempre à de felizes. Estamos chegando ao tempo do tempo sem lembranças e da vida sem doce.

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