O Brasil vai ampliar o tratamento para queimaduras no Sistema Único de Saúde (SUS), através de um novo método que busca agilizar o processo de recuperação do paciente. O novo tratamento será ampliado com o transplante de membrana amniótica, que é realizado com uma camada da placenta. De acordo com os resultados recentes, o novo tratamento apresentou evidencias científicas melhorando e acelerando o processo de cicatrização.
De acordo com a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Patrícia Freire, o transplante será disponibilizado em breve em todo o país e que a medida é para atender à demanda de pessoas queimadas no país. Patrícia frisou que o SNT já trabalha com transplante de pele e, agora, estará disponibilizando também o de membrana amniótica.
Esta será a primeira vez que a membrana amniótica está no Regulamento Técnico do SNT. O procedimento foi aprovado em maio e publicado no Diário Oficial pelo Ministério da Saúde no dia 23 de junho. Desde então, corre o prazo de 180 dias para a oferta ser efetivada no SUS.
Especialmente interessante para queimaduras de segundo grau, a membrana amniótica é coletada no parto, após o consentimento das doadoras. Ela acelera cicatrização e reduz infecções e dores de pessoas que sofreram queimaduras ao criar uma barreira protetora contra bactérias e outros agentes infecciosos.
Fonte: Uol
