A onda de violência no Brasil cresce a cada dia e já pode ser encarada como um caos instalado. Falamos de uma organização que já supera os três poderes em que dormem em berço esplêndido ao som da bala e dos gritos de pavor da população, que se sente acuada e sem recursos de defesa que não seja a própria sorte.
A ferocidade aliada a um forte armamento, grandiosos exércitos, estratégias e o uso de tecnologias, em muitos casos superior às das corporações policiais, deixa claro que já não há meios de contenção, já não há como reagir, mas sim obedecer ou se tornar indiferente à realidade. O que resta é tentar conviver e ter a consciência de que o Brasil é um país perigoso e brutal.
A quem se deve recorrer, se as instituições responsáveis pela segurança dos cidadãos estão apáticas? Todas entendem que não vale mais a pena entregar o peito à própria morte, lutando contra o as domina. O poder do crime se agiganta e desencoraja às demais autoridades, numa verdadeira inversão de papeis em que o bandido passou a ser autoridade e o cidadão, otário.
Seria importante que os governantes pudessem dialogar com os comandos do crime, no sentido de que se poupe vidas. Já que o poder político e o próprio Judiciário lavaram as mãos e jogaram a toalha, dando provas de que já não há o que fazer. Não há mais como negar a falta de segurança e a presença do medo, que faz as pessoas reféns e prisioneira dos lares, que um dia foram lugar de segurança, conforto e paz. Já deu, Brasil.
