Depois de tantas reformas, inovações e doutrinação, as escolas do Brasil já não são os espaços confiáveis para ajudar na formação ética e profissional de muitos estudantes. O que antes era formação de conduta, hoje é deformação de caráter. Não está se falando de unanimidade, mas sim de redutos que, apesar de dispersos, são difusores de ações reacionárias à metodologia do ensino para a vida.
Numa breve recorrência ao passado vê-se o quão a escola era orientadora tanto dos saberes quanto da disseminação de princípios éticos capazes de nortear os cursos que levavam à transformação humana em seus diversos aspectos, começando pela adoção de princípios básicos como o respeito aos mais velhos, começando pelos pais, a promoção da paz nos ambientes sociais, a caridade, a união e a fraternidade.
Os meninos recebiam ensinamentos cristãos, de moral e civismo, observavam e respeitavam normas, primavam pelo bem da escola, pela convivência com diretores, professores e colegas, tudo isso como parte de um modelo de disciplinamento adotado em comum acordo com as famílias. Há que se reconhecer que mais escolas, antes tínhamos oficinas de cidadania. Junte-se a esse protocolo a hierarquia, algo bastante comum em outras épocas.
Neste contexto de desmanche de valores, é necessário que se faça profundas análises no sentido de tentar reverter o processo atual, não com retrocesso, mas com a evolução de novos princípios em condições de reerguer o patrimônio moral e ético do ensino e dos estudantes.
