O governo de Nicolás Maduro iniciou uma grande mobilização militar e o treinamento de civis para o combate na última semana, em meio à presença de navios e caças dos Estados Unidos no Caribe. Washington afirma que as forças participam de uma operação antidrogas, mas Caracas vê a movimentação como uma ameaça direta.
O regime chavista ativou novas zonas de defesa e convocou os venezuelanos a “se prepararem para o pior”. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que o país enfrenta uma “grave ameaça” e pediu união em torno de um esforço “patriótico” de defesa.
Desde então, a TV estatal exibe imagens de civis armados e realizando treinamentos em campos de lama, num esforço que, segundo analistas, busca demonstrar força e coesão interna.
Para especialistas, porém, o movimento tem mais caráter político do que militar. “Esses sistemas nunca foram projetados para impedir uma intervenção dos EUA”, afirmou ao New York Times o pesquisador Andrei Serbin Pont, especialista em assuntos militares venezuelanos. Segundo ele, o discurso de defesa nacional serve mais para reforçar o apoio interno ao regime do que para preparar o país para um conflito real.
Fonte: R7
