A justiça federal rejeitou a cobrança de ingresso ao parque de Jericoacoara, atitude antipática da parte de empresas interessadas em fazer da promoção do turismo uma máquina de extorsões. Como se já nãos lhes bastasse a carestia dos serviços e dos produtos, acrescidos aos gastos com viagem e a probabilidade de danos, a cobrança do ingresso poderia interferir no fluxo de visitas ao parque.
O descarrilhamento do trem da economia brasileira está levando entidades e pessoas a inovarem quanto aos meios de captação de dinheiro, mesmo sabendo que a clientela brasileira já obrigada a devolver quase tudo que ganha aos cofres públicos. O modelo extorsivo adotado por este país chega a ser ridículo, principalmente devido à falta do retorno social. Aqui tudo se paga e quase nada se recebe, ao menos com qualidade.
Essas articulações mal intencionadas só servem para provocar quedas na normalidade do complexo turístico e surrupiar turistas. A artimanha pode até funcionar para os gringos, mas para os “candangos”, chega a ser assustadora. Portanto, a justiça federal está de parabéns por barrar essa iniciativa sem graça e deixar os visitantes e hóspedes de Jeri à vontade para apreciar e usufruir das belezas do lugar.
A cobrança de ingressos, no modelo em que ocorre no Beach Park, por exemplo, é perfeitamente compreensível, uma vez que você desfruta de equipamentos sofisticaros, que precisam se mantidos com a ajuda dos que deles se utilizam para o lazer.
