Pela primeira vez, Apple ultrapassa marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado

A cautela da Apple quanto ao avanço em IA tem gerado questionamentos sobre sua capacidade de acompanhar o ritmo de inovação do setor.
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A Apple ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado nesta terça-feira (28), tornando-se a terceira grande empresa de tecnologia a alcançar esse patamar histórico.

O feito ocorre em meio à forte demanda pelos novos modelos do iPhone, o que ajudou a dissipar preocupações sobre o suposto atraso da companhia na corrida global pela inteligência artificial (IA).

As ações da Apple registraram alta de 0,2%, chegando a US$ 269,20 no início do pregão — um recorde histórico. A Microsoft também voltou ao “clube dos US$ 4 trilhões” nesta terça, com valorização de 2,2%, impulsionada pelo novo acordo com a OpenAI para transformar a criadora do ChatGPT em uma corporação de benefício público.

Desde o lançamento dos iPhones 17, em 9 de setembro, os papéis da Apple acumulam valorização de cerca de 13%, revertendo o desempenho negativo do início do ano e garantindo os primeiros ganhos anuais de 2025.

No primeiro semestre, a companhia enfrentou desafios, como a concorrência intensa na China e as incertezas sobre tarifas norte-americanas aplicadas a países asiáticos especialmente China e Índia, onde estão suas principais fábricas.

A cautela da Apple quanto ao avanço em IA tem gerado questionamentos sobre sua capacidade de acompanhar o ritmo de inovação do setor. Nos últimos meses, a empresa teria perdido executivos de IA para a Meta, além de adiar o lançamento do pacote Apple Intelligence, que incluirá integração com o ChatGPT e uma versão aprimorada da assistente Siri, agora prevista para o próximo ano.

Entre abril e junho, no entanto, a Apple apresentou os melhores resultados trimestrais em anos, com crescimento de dois dígitos em áreas estratégicas e projeções acima das expectativas de analistas. A divulgação dos resultados do quarto trimestre fiscal está marcada para 30 de outubro.

A Microsoft, por sua vez, também voltou a ultrapassar o valor de US$ 4 trilhões, impulsionada pelo fortalecimento da parceria com a OpenAI. O novo acordo revoga uma restrição de 2019, quando a Microsoft obteve direitos sobre boa parte dos trabalhos da startup em troca do fornecimento de serviços de computação em nuvem.

Com o sucesso do ChatGPT, essa limitação se tornou um ponto de atrito entre as duas companhias. Agora, a Microsoft continuará detendo cerca de US$ 135 bilhões em participação (27%) no OpenAI Group PBC, que passará a ser controlado pela OpenAI Foundation, uma entidade sem fins lucrativos.

Fonte: G1

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