Cinco novos suspeitos incluindo o principal apontado como líder do grupo foram presos na noite desta quarta-feira (29) na região de Paris por envolvimento no roubo ao Museu do Louvre, ocorrido no último dia 19. A informação foi confirmada pela promotora Laure Beccuau à Agence France-Presse (AFP). “Ele já estava no nosso radar”, disse Beccuau sobre o principal investigado.
Os dois suspeitos detidos no sábado (25) também foram formalmente acusados de roubo organizado e associação criminosa. Eles permanecem em prisão preventiva, mas as oito joias da coroa francesa levadas do museu continuam desaparecidas. Segundo a promotora, um dos suspeitos participou diretamente da ação na Galeria de Apolo, onde as peças eram exibidas.
DNA e confissões parciais
De acordo com a polícia, vestígios de DNA dos dois primeiros suspeitos foram encontrados na cena do crime um deles em uma das scooters usadas na fuga e outro na cúpula de vidro quebrada para alcançar as joias. Ambos admitiram estar “parcialmente envolvidos” no roubo, embora não tenham detalhado qual teria sido o papel de cada um.
Roubo cinematográfico
O crime ocorreu em plena luz do dia, quando o grupo usou um guindaste para acessar uma janela da Galeria de Apolo, que abriga joias e relíquias pertencentes à antiga realeza francesa. A ação durou cerca de sete minutos. As peças levadas estão avaliadas em cerca de 88 milhões de euros o equivalente a mais de R$ 550 milhões.
“As joias, até este momento, ainda não foram recuperadas. Quero manter a esperança de que serão devolvidas ao Louvre e à nação. Essas peças são invendáveis, e quem tentar comercializá-las estará cometendo crime de receptação”, alertou Beccuau.
Falhas de segurança e crise política
A diretora do Louvre, Laurence des Cars, reconheceu uma “falha grave” no sistema de segurança do museu. Câmeras não cobriam o ponto de entrada usado pelos ladrões. O museu ficou fechado por três dias após o crime e reabriu nesta quarta-feira (29) com segurança reforçada e presença de guardas armados.
O caso provocou forte repercussão na França. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, classificou o roubo como “deplorável” e afirmou que “falhamos como Estado”. Já o presidente Emmanuel Macron prometeu que os responsáveis serão capturados e ordenou reforço imediato da segurança em museus e instituições culturais do país.
“O roubo das joias da coroa é uma ferida simbólica para a França”, disse um representante do Ministério da Cultura. “É uma perda inestimável, não apenas material, mas histórica.”
Fonte: G1
