Um novo relatório divulgado pela Microsoft mostra que a maioria dos usuários tem uma relação emocionalmente positiva com ferramentas de inteligência artificial (IA). De acordo com a pesquisa, 84% das pessoas que utilizam o ChatGPT e o Microsoft Copilot afirmaram sentir emoções boas ao recorrer à tecnologia para tomar decisões principalmente alívio e confiança, mencionadas por 30% dos entrevistados cada.
O levantamento foi conduzido pela Edelman Data & Intelligence com mil participantes nos Estados Unidos e aponta que a IA vem se tornando uma aliada importante diante da sobrecarga de informações e do excesso de escolhas cotidianas. Os principais campos de uso são finanças (35%), saúde e bem-estar (35%), carreira (34%), entretenimento (34%) e viagens (25%).
Segundo o estudo, sete em cada dez pessoas se sentem sobrecarregadas pela quantidade de informações disponíveis ao decidir desde destinos de viagem até questões financeiras e profissionais fenômeno conhecido como “fadiga decisória”. Nesse contexto, interagir com assistentes como o ChatGPT e o Copilot reduz o estresse e aumenta a sensação de segurança.
Entre os entrevistados, 30% disseram sentir mais confiança, 30% mais alívio, 29% mais apoio, 28% mais motivação e 26% maior controle sobre suas escolhas.
Além disso, 81% dos usuários destacaram que apreciam poder fazer quantas perguntas quiserem sem julgamentos, e 78% disseram se sentir mais à vontade com a IA do que com pessoas, já que a tecnologia não os critica.
Geração IA lidera uso de assistentes inteligentes
O relatório destaca o papel da chamada “Geração IA”, formada por pessoas nascidas entre 1995 e 2012, que estão na linha de frente do uso dessas ferramentas. Acostumados a viver em meio à tecnologia, esses jovens são 16% mais propensos a utilizar IA do que gerações anteriores.
Entre estudantes, 45% afirmaram que a IA é um recurso mais eficiente do que livros ou tutores particulares, especialmente por oferecer respostas personalizadas e um ambiente livre de julgamentos.
Apoio para quem pensa demais
A inteligência artificial também vem sendo vista como um alívio para os chamados overthinkers pessoas que tendem a refletir excessivamente antes de agir. Entre os jovens de 18 a 34 anos, 68% se identificam com esse perfil, e boa parte relatou que a IA os ajuda a se preocupar menos e a organizar melhor os pensamentos.
Confiança ainda é limitada
Apesar do uso crescente, a confiança plena na IA ainda é restrita: apenas 15% dos participantes disseram confiar totalmente na tecnologia para decisões importantes. A maioria ainda prefere recorrer a familiares, amigos ou especialistas. Mesmo assim, o índice é equivalente ao nível de confiança em professores e já supera o depositado em influenciadores, políticos e celebridades.
O estudo mostra que 95% dos entrevistados utilizaram alguma ferramenta de IA no último mês, o que indica uma relação de uso frequente, mas cautelosa. Para a Microsoft, trata-se de uma “adoção ponderada”em que as pessoas aprendem a equilibrar intuição e tecnologia.
“A IA não decide por nós ela nos ajuda a decidir melhor”, resume o relatório.
Fonte: TechTudo
