Operação “Lança do Sul” amplia temor de ataque americano à Venezuela

O governo Donald Trump anunciou, na quinta-feira (13), o início da operação “Lança do Sul”, ofensiva militar voltada ao combate ao narcotráfico na América Latina.
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O governo Donald Trump anunciou, na quinta-feira (13), o início da operação “Lança do Sul”, ofensiva militar voltada ao combate ao narcotráfico na América Latina. A medida elevou temores de uma possível ação direta dos Estados Unidos contra a Venezuela, incluindo ataques aéreos ou incursões por terra.

Na noite de terça-feira (14), a Marinha dos EUA divulgou as primeiras imagens do USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, após sua chegada ao Caribe, em meio à escalada de tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. As fotos mostram o porta-aviões navegando em formação com os destróieres USS Winston Churchill, USS Mahan e USS Bainbridge, acompanhados por aeronaves de ataque e até um bombardeiro estratégico B-52 Stratofortress.

A administração Trump intensificou a pressão sobre Maduro, acusado pelo republicano de comandar o chamado Cartel de Los Soles. Já o presidente venezuelano afirma ser alvo de uma tentativa de derrubada promovida pelos EUA.

O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que a operação “Lança do Sul” mira cartéis de drogas latino-americanos, mas a movimentação militar reforçou especulações sobre a possibilidade de uma investida direta em território venezuelano. A divulgação imediata das imagens incomum em operações sensíveis também levantou dúvidas sobre possíveis intenções estratégicas de Washington.

A localização exata do USS Gerald Ford não foi revelada, mas a Marinha confirma que o grupo de ataque atua na área do Comando Sul, que abrange a América Latina e o Caribe. Dois aviões C-2A Greyhound associados ao porta-aviões foram registrados pousando em Porto Rico na quinta-feira, indicando que a frota está próxima da ilha.

Segundo a imprensa americana, um ataque dos EUA à Venezuela dependeria apenas de uma justificativa jurídica. A “CBS News” informou que Trump recebeu, no mesmo dia, um conjunto de opções militares para uma eventual ofensiva.

O envio do grupo de ataque que inclui três destróieres e cerca de 90 aeronaves é considerado por analistas consultados pelo g1 como um “sinal inequívoco” da disposição de Trump em recorrer ao poder militar contra Maduro. A frota se soma à já robusta presença dos EUA no Caribe, composta por navios de guerra, caças F-35, helicópteros de operações especiais e bombardeiros estratégicos.

Maduro acusa Washington de tentar fabricar um conflito para justificar uma intervenção e afirma que os EUA buscam retirá-lo do poder por meio da força.

Fonte: G1

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