O CEO da Google, Sundar Pichai, afirmou que nenhuma empresa está a salvo caso a atual bolha em torno da Inteligência Artificial venha a estourar. A declaração foi dada em entrevista à BBC, divulgada nesta terça-feira (18).
Questionado se a Google poderia resistir a um eventual colapso do mercado de IA, Pichai reconheceu que a companhia tem força para enfrentar turbulências, mas ressaltou que o impacto seria global. “Acho que nenhuma empresa estaria imune, incluindo nós”, afirmou.
Para Pichai, o mundo vive um “momento extraordinário” de expansão no setor, impulsionado por investimentos acelerados — e, em parte, irracionais. Ele comparou o cenário ao boom da internet nos anos 1990: houve excessos, disse, mas também transformações profundas. “Espero que com a IA seja igual. Há racionalidade, mas também elementos de irracionalidade.”
O executivo também alertou que usuários não devem “confiar cegamente” nas respostas de chatbots como o Gemini, da própria Google, ou o ChatGPT. Ele lembrou que modelos de IA ainda estão sujeitos a erros e alucinações, e que informações devem ser checadas. “Fazemos muito esforço para oferecer dados precisos, mas a tecnologia ainda é suscetível a falhas”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o impacto energético da expansão da IA. Pichai disse estar otimista com o avanço de tecnologias como a energia solar, que, segundo ele, devem acompanhar a demanda crescente dos datacenters. A discussão ambiental tem ganhado força: um estudo realizado em 2024 na Califórnia aponta que fazer entre 20 e 50 perguntas a um modelo de IA pode consumir cerca de meio litro de água potável.
Fonte: G1
