Os Estados Unidos estão a uma ordem de ataque para dar início à mais objetiva operação de combate ao narcotráfico na América Latina. É a primeira vez que um governante bate de frente com essas organizações criminosas e diz ser a operação contra a Venezuela, apenas o início de uma série de intervenções, que pretende acabar com o envio de drogas ao país americano.
A América Latina tem um antigo e largo histórico na produção e comercialização de drogas, especialmente de cocaína. O comércio envolve principalmente Colômbia, Bolívia, Venezuela e o próprio Brasil, sendo que este, após alguns pontos de discórdia com o governo de Trump, já sofre sanções econômicas dos norte-americanos.
As consequências de um enfrentamento com a maior potência econômica e armamentista do planeta, no caso os Estados Unidos, deverá ser catastrófico para a Venezuela e quem mais vier a se aliar à sua causa. Maduro não está disposto a se entregar e ser julgado como chefe do narcotráfico internacional. Em se concretizando sua prisão, ele poderá relatar a funcionalidade do esquema, o que pode trazer enormes prejuízos para outros países.
É importante frisar que a crise entre os Estados Unidos e o Brasil não se dá pelo mesmo motivo da Venezuela, mas por o Brasil dar demonstração de uma governança inconsistente, na qual o Judiciário controla as ações e coloca o executivo como mero observador. De um modo mais sucinto se pode dizer que Trump não aceita a existência de governos autoritários e vê o Brasil como tal. Esse impasse começa a gerar sérias consequências diplomáticas e comerciais entre os países que se mantêm amigos há mais de dois séculos.
