OMS revela crise global na violência contra mulheres que já atinge 840 milhões

Nos últimos 12 meses, 316 milhões de mulheres com 15 anos ou mais foram vítimas de violência física ou sexual por parceiros íntimos.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório que expõe um cenário devastador da violência de gênero no mundo. Quase uma em cada três mulheres — cerca de 840 milhões — já sofreu violência doméstica ou sexual ao longo da vida. Segundo a entidade, o índice praticamente não mudou desde o ano 2000.

Nos últimos 12 meses, 316 milhões de mulheres com 15 anos ou mais foram vítimas de violência física ou sexual por parceiros íntimos.O relatório aponta que a redução anual dessas agressões foi de apenas 0,2% em duas décadas. Pela primeira vez, a OMS incluiu estimativas de violência sexual cometida por não parceiros. Esse tipo de agressão atinge 263 milhões de mulheres, mas é altamente subnotificado. Medo, estigma e falta de apoio institucional dificultam denúncias.

A violência também atinge adolescentes: 12,5 milhões de meninas de 15 a 19 anos sofreram agressões no último ano.Regiões mais pobres e afetadas por conflitos registram índices muito acima da média global. Na Oceania, excluindo Austrália e Nova Zelândia, a prevalência anual chega a 38%. A OMS alerta para graves impactos na saúde física e mental das vítimas. Entre os riscos estão gravidez indesejada, ISTs, depressão e outras complicações.Serviços de saúde sexual e reprodutiva são essenciais para acolher e tratar sobreviventes.

Apesar do avanço na coleta de dados, ainda há falhas importantes. A violência praticada por terceiros e a proteção de mulheres marginalizadas seguem pouco documentadas. Indígenas, migrantes e mulheres com deficiência enfrentam vulnerabilidades ainda maiores. A OMS enfatiza que o mundo está falhando em proteger essas mulheres. O relatório reforça que a resposta global é lenta e insuficiente. Para a organização, a violência de gênero é uma emergência contínua.

É necessária ação imediata e investimento robusto por parte dos governos. Compromisso político real é apontado como urgente e indispensável. Sem isso, o ciclo de violência continuará se repetindo.E milhões de mulheres permanecerão vivendo sob medo e violação de direitos.

Fonte : Agencia Brasil

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