Alcolumbre diz que analisará indicação de Messias ao STF

O Senado seguirá seu rito próprio e Messias precisará de ao menos 41 votos em plenário para chegar ao STF.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira que analisará a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro das prerrogativas da Casa. Messias, atual advogado-geral da União, foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga aberta na Corte, mas a decisão gerou incômodo em Alcolumbre, que preferia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Segundo Alcolumbre, o Senado seguirá seu rito próprio. Messias precisará de ao menos 41 votos em plenário para chegar ao STF, após passar pela tradicional sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa em que a oposição costuma intensificar críticas ao indicado. Caso aprovado, será o quinto ministro nomeado por Lula ao longo de seus três mandatos.

Apesar do histórico de aprovação quase certa de indicados ao STF — rejeições ocorreram apenas no século XIX — o clima político atual preocupa governistas. A recondução apertada de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República acendeu o alerta entre senadores.

Alcolumbre, que ajudou na articulação pró-Gonet, não demonstra a mesma disposição em relação a Messias. O senador já havia expressado desconforto com a condução do processo e reclamado da atuação do líder do governo, Jaques Wagner, em defesa aberta do indicado.

A aliados, Alcolumbre também afirmou que o Senado não pode ser tratado apenas como etapa final de uma decisão tomada pelo Executivo. Parlamentares do centro e da oposição reforçaram o descontentamento.

Senadores lembram ainda da postura de Alcolumbre em 2021, quando, à frente da CCJ, retardou por mais de quatro meses a sabatina de André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, em tentativa de pressionar o governo por outro nome.

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