Universitário sobralense rebate acusações e afirma ser vítima de injustiça social

Edcley afirma que chegou a cogitar “o impensável”: abandonar a preparação para o Enem, exame considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no País.
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O universitário cearense Edcley Teixeira, que ganhou repercussão nacional após supostamente “prever” três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, voltou às redes sociais para desabafar e afirmar que se sente profundamente injustiçado. Morador de Sobral e estudante da Universidade Federal do Ceará (UFC), ele declarou que chegou a cogitar “o impensável”: abandonar a preparação para o Enem, exame considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no País. Em seu texto, Edcley lamenta o que chama de desigualdade no julgamento público e diz estar em “cruel desvantagem” diante do peso da exposição midiática. “É chocantemente fácil golpear um pobre, um favelado, um estudante”, escreveu.

Segundo o jovem, a repercussão do suposto vazamento não representa apenas um ataque pessoal, mas uma “injustiça social” contra quem tenta conquistar espaço por mérito. Ele provoca: “Até quando esta sociedade permitirá que um estudante, cuja única arma é o livro, seja tratado como criminoso?”. Mesmo abalado, Edcley afirma que pretende retomar o foco em aulas preparatórias para concursos, mas garante que não pretende recuar diante das acusações. Ele diz encontrar força na fé: “Minha resiliência é inspirada na maior lição de coragem e perseverança: a de Jesus, que, embora não tivesse diploma, ensinou a dignidade do oprimido”.

Edcley é investigado pela Polícia Federal, mas sustenta sua inocência citando declaração do Inep, segundo a qual ele não teve acesso prévio a itens da prova. O instituto afirmou que a coincidência entre conteúdos vistos por ele e questões aplicadas não altera o resultado de ninguém. Apesar disso, o desabafo do universitário dividiu opiniões. Nos comentários de sua publicação no Instagram, internautas criticaram sua postura, chegando a afirmar que a referência religiosa foi inadequada ou que seu trabalho teria beneficiado apenas quem pagou por sua mentoria. Enquanto segue sob investigação, Edcley afirma estar determinado a provar que não cometeu qualquer irregularidade.

Fonte: Diário do Nordeste

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