Os incrementos tecnológicos utilizados nos serviços de meteorologia deixaram para trás os tradicionais “profetas da chuva”, em sua maioria moradores do campo, que observavam os movimentos da natureza, a fim de se embasarem no tocante aos períodos de chuva ou seca. Aqui e acolá ainda se escuta previsões, contudo, elas já não são mais precisas como antes.
A crença nas experiências matutas, chegavam a ser acreditadas bem mais que os boletins da Funceme, mas os avanços científicos que ocorrem em todas as atividades humanas fizeram com que se pudesse observar o comportamento das nuvens em tempo real, não precisando mais de suposições. Em alguns episódios as modalidades concorrem, mas com poucas evidências, passando o satélite a dominar o serviço de avaliação e informação.
Os profetas sequer imaginavam a existência dos fenômenos La Niña e El Niño, referencias da ocorrência ou não de chuvas, principalmente no Nordeste, onde as chuvas sempre foram imprevisíveis.
O inverno de 2026 deverá ser influenciado pelo fenômeno La Niña, que trará aumento de chuvas no Norte e Nordeste do Brasil e pode gerar um clima mais seco e com menor risco de seca no Sul do país, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos e outros institutos de meteorologia. Na Europa, a estação pode ser de contrastes com episódios frios e tempestuosos no Norte e períodos mais secos e amenos no sul. No entanto, uma previsão de El Niño para 2026 também foi levantada por alguns especialistas, o que pode aumentar o risco de escassez no nordeste e de enchentes no Sul do Brasil.
