As corridas da ganância

Quem não se lembra da série “A Corrida Maluca”, com seus carros atípicos e personagens astutos, exóticos, criativos e trambiqueiros, que deixavam de lado qualquer tipo de desejo que não fosse o da vitória
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Quem não se lembra da série “A Corrida Maluca”, com seus carros atípicos e personagens astutos, exóticos, criativos e trambiqueiros, que deixavam de lado qualquer tipo de desejo que não fosse o da vitória. A competição era totalmente sem regras. Era um vale tudo desesperador em que um troféu valia que uma vida e o mau-caratismo era algo comum entre na maioria dos competidores.

Os admiradores da série não se davam conta de que estavam assistindo a uma demonstração fiel de como seria a corrida pela vida nas próximas décadas, ou seja, na época atual. Ficaram para trás somente os carros, pois os competidores permanecem ativos, em maior número e com mais experiências, deixando claro que a competição atual é bem maior que a de antes.

De fato não se tem mais apenas uma corrida, mas uma maratona intensa e globalizada, desregrada e desumana. Nela, todos os princípios, todas as palavras, os compromissos, a confiança, a fidelidade e o caráter foram deixados para trás como descartáveis. Tais evidências comprovam que muitas pessoas não estão agindo de forma normal, mas sim como objetos controlados, agindo sob comandos e caminhando rumo ao incerto.

Diminui a cada dia a esperança de um futuro melhor, de um ambiente de paz, com mais partilha, com mais dignidade, mais cidadania e prosperidade geral. Diante desse quadro convulsivo e comprometedor é importante que as pessoas fiquem atentas, seletivas e fora da corrida, que já não é mais maluca, mas sim mortal.

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