Nova estratégia de Trump mira América Latina e Europa

O documento também afirma que a influência de outros países sobre a América Latina será “difícil de reverter”, mas aposta na força das relações comerciais da região com Washington.
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O governo dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (5) sua nova Estratégia de Segurança Nacional, documento que orienta a política externa e militar do país. A publicação, a primeira do segundo mandato de Donald Trump, detalha prioridades geopolíticas que vão desde um reforço militar na América Latina até alertas sobre um possível “apagamento civilizatório” na Europa.

Foco ampliado na América Latina

A estratégia prevê um “reajuste da presença militar global” com ênfase no Hemisfério Ocidental. O texto destaca três eixos principais para a região:

  • Reforço da Guarda Costeira e da Marinha, com maior controle das rotas marítimas, combate ao tráfico de drogas e de pessoas, e contenção da migração irregular.
  • Operações direcionadas contra cartéis e proteção de fronteiras, incluindo o uso de força letal quando considerado necessário.
  • Ampliação de acesso militar dos EUA a pontos estratégicos no continente.

O documento também afirma que a influência de outros países sobre a América Latina será “difícil de reverter”, mas aposta na força das relações comerciais da região com Washington.

A divulgação ocorre em meio à mobilização militar no Caribe e ao aumento das tensões com o governo de Nicolás Maduro, elevando a possibilidade de uma presença norte-americana mais duradoura na região.

Migração e fronteiras

A estratégia afirma querer encerrar a “era da migração em massa”, defendendo ações mais rígidas para proteger fronteiras contra migração descontrolada, terrorismo, tráfico humano, drogas e espionagem.

“Paz através da força”

O governo estabelece como doutrina o conceito de “paz através da força”, argumentando que a capacidade militar dos EUA leva adversários a buscar diálogo e soluções de conflito.

Ásia e Taiwan

No Indo-Pacífico, a prioridade é econômica e militar: ampliar parcerias estratégicas e dissuadir confrontos, especialmente no Estreito de Taiwan, ilha central na cadeia global de semicondutores e alvo de reivindicação territorial pela China.

Europa e imigração

Para a Europa, o documento adota tom alarmista ao alertar para um suposto “apagamento civilizatório”, ligado ao aumento da imigração muçulmana. Também critica países europeus por dependerem da proteção militar dos EUA e defende maior autossuficiência em defesa.

A Casa Branca acusa ainda governos europeus de travarem avanços em um acordo de paz para a guerra na Ucrânia.

Oriente Médio

Na região, a estratégia enfatiza “construir a paz” e impedir a aproximação de “inimigos”, com foco particular na segurança energética e na exploração de petróleo.

África e tecnologia

A África aparece brevemente, com a orientação de substituir ajuda externa por comércio e investimentos hoje dominados pela China.

No campo tecnológico, o plano ressalta a necessidade de garantir a supremacia dos padrões norte-americanos em inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica.

Fonte: G1

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