Mulheres em risco

O Brasil continua ineficiente quanto às ações de combate à violência contra mulheres. Também não prospera a contento o trabalho das entidades de defesa dos direitos que lhes são garantidos, mas que não impedem o seu estado de vulnerabilidade
Compartilhe

O Brasil continua ineficiente quanto às ações de combate à violência contra mulheres. Também não prospera a contento o trabalho das entidades de defesa dos direitos que lhes são garantidos, mas que não impedem o seu estado de vulnerabilidade. As leis existentes se mostram ineficazes, já que não intimida os agressores.

A cultura do machismo cumpre um triste papel nesse contexto, desencadeando ações cruéis que resultam em feminicídios, que são o assassinato de mulher ou jovem do sexo feminino por conta de violência doméstica ou por menosprezo ou discriminação à condição feminina.

Pedidos de socorro merecem ações rápidas, inadiáveis e sem burocracia. Diversos tipos de violência estão virando crime rotineiro, que precisa ser combatido com tenacidade pela sociedade civil e pelo poder público.

A coletividade precisa reagir diante dessa recorrente barbárie que ameaça nossos alicerces de nação civilizada. Os números, que muitos estimam como subnotificados, são estarrecedores. Cerca de 3,7 milhões de brasileiras vivenciaram um ou mais episódios de agressão nos últimos 12 meses, conforme o Mapa Nacional da Violência de Gênero. No ano passado, 1.459 mulheres foram assassinadas e, em média, foram em torno de quatro mulheres mortas por dia em função do gênero ou em razão dele, isso num cenário de abuso domiciliar ou por pessoas de sua relação, ainda que em outros ambientes, como na rua ou no trabalho. Em 2025, o Brasil já registra mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo informações do Ministério das Mulheres.

Você pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode se interessar
Publicidade