A morte de Maria Katiane Gomes da Silva, 26 anos, natural do distrito de Realejo, em Crateús, ganhou novos contornos após a prisão temporária de seu companheiro, Alex Bispo dos Santos, 40 anos. Ele é suspeito de envolvimento direto na queda que tirou a vida da jovem, do 10º andar do prédio onde o casal residia, na zona sul de São Paulo.
Apesar de figurar desde o início como o principal alvo das investigações, Alex retornou a Crateús após o episódio e esteve presente durante todo o velório. Segundo relato de familiares, que preferiram não se identificar, o homem demonstrou grande emoção, chorando sobre o caixão e chegando a beijar a vítima, comportamento que despertou desconfiança em parte da família — embora muitos receassem apontá-lo naquele momento de intensa comoção.
As suspeitas se intensificaram após a análise das câmeras de segurança do condomínio. Os vídeos mostram Alex agredindo a jovem no estacionamento e, em seguida, os dois discutindo dentro do elevador pouco antes da queda fatal, registrada na madrugada de 29 de novembro.
Diante das divergências nos depoimentos do companheiro e das testemunhas, a Polícia Civil de São Paulo decidiu decretar sua prisão temporária nesta terça-feira (9), com o objetivo de aprofundar a apuração e verificar se o caso configura feminicídio.
Katiane morava há alguns anos na capital paulista. Seu corpo foi velado na residência de seu pai, Zé Filho, e sepultado no cemitério de Trapiá, no Realejo. A comunidade permanece consternada com a violência que encerrou sua vida tão precocemente.
As investigações continuam.
