Enquanto o dia ainda começa no Brasil, a virada do ano já acontece em algumas partes do planeta. Um dos primeiros países a celebrar a chegada de 2026 é Kiribati, na Oceania, uma nação insular formada por 33 ilhas espalhadas pelo Oceano Pacífico, das quais apenas 21 são habitadas.
O país chama atenção por suas características geográficas singulares. Kiribati é a única nação do mundo com território distribuído pelos quatro hemisférios, devido à proximidade entre a Linha do Equador e a Linha Internacional de Data. Essa posição peculiar já fez com que, no passado, o arquipélago comemorasse o Ano Novo em dois momentos diferentes, sendo ao mesmo tempo um dos primeiros e um dos últimos lugares do planeta a registrar a virada.
A primeira localidade do país a entrar no novo ano é Kiritimati, conhecida como Ilha Christmas. Considerada o maior atol de coral do mundo, ela cruza a Linha Internacional de Data antes das demais regiões, antecipando a chegada do Ano Novo.
Kiribati é dividido em três grandes grupos de ilhas: as Ilhas Gilbert, a oeste; as Ilhas Fênix, na região central; e as Ilhas da Linha, a leste. Por estarem espalhadas por uma vasta área do Pacífico, essas ilhas operam com fusos horários diferentes. Na década de 1990, essa diferença chegou a ultrapassar 20 horas entre regiões do mesmo país.
Para resolver a situação, o então presidente Teburoro Tito decidiu, em 1994, reposicionar a Linha Internacional de Data, unificando o calendário nacional e reduzindo a diferença de horário entre os territórios. Com isso, Kiribati passou a celebrar o Ano Novo praticamente ao mesmo tempo em todas as ilhas.
Quando ainda eram 7h da manhã do dia 31 de dezembro no Brasil, pelo horário de Brasília, Kiribati já havia iniciado 2026. Segundo o censo de 2015, o país tem cerca de 109 mil habitantes, sendo a maioria concentrada no Atol de Tarawa. A nação não possui fronteiras terrestres e conquistou sua independência do Reino Unido em 1979.
As comemorações de Ano Novo em Kiribati costumam ser marcadas por tradições culturais locais. Em vez de grandes queimas de fogos, o país valoriza apresentações musicais, danças típicas e pratos tradicionais, oferecendo uma celebração mais tranquila e ligada às raízes culturais da população.
A bandeira nacional reflete essa relação com o oceano: traz um sol dourado e uma fragata — ave comum na região — sobre um fundo vermelho, além de ondas azuis e brancas que simbolizam o Oceano Pacífico.
