Groaíras lidera taxa de homicídios no Ceará

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Os municípios do Sertão de Sobral concentraram os piores indicadores de violência do Ceará em 2025, de acordo com levantamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A região apresentou as maiores taxas proporcionais de homicídios do estado, evidenciando o fortalecimento de organizações criminosas fora da capital e acendendo um sinal de alerta para as autoridades.

O caso mais grave foi registrado em Groaíras, que terminou o ano com a maior taxa de mortes violentas do Ceará. Com uma população estimada em pouco mais de 11 mil moradores, o município contabilizou 19 homicídios ao longo de 2025. O número resultou em uma taxa de aproximadamente 167 mortes por 100 mil habitantes, índice considerado crítico e superior ao registrado no ano anterior. Segundo investigações policiais, a totalidade dos crimes está relacionada a disputas entre facções criminosas que disputam o controle do território.

Logo atrás no ranking aparecem Varjota e Cariré. Varjota somou 27 homicídios, alcançando uma taxa superior a 144 mortes por 100 mil habitantes. A cidade foi palco de episódios de violência extrema, incluindo uma chacina ocorrida nos últimos meses do ano, que causou forte comoção social. Em Cariré, foram contabilizadas 24 mortes violentas, com taxa acima de 132 por 100 mil habitantes, também associadas a conflitos entre grupos criminosos e à dinâmica do tráfico de drogas.

Sobral, principal polo urbano da região Norte do estado, encerrou 2025 com 107 homicídios. Embora o número represente queda em comparação a períodos anteriores, o município segue desempenhando papel central na configuração da violência regional. Isso porque facções com atuação estruturada em Sobral expandem suas ações para cidades vizinhas, influenciando diretamente os índices locais.

Em nota, a SSPDS informou que vem intensificando operações conjuntas entre as forças de segurança, ampliando o cumprimento de mandados de prisão e investindo em ações de inteligência para frear o avanço da criminalidade no interior do Ceará. O órgão reconhece, no entanto, que o cenário ainda exige respostas contínuas e estratégias de longo prazo.

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