O cearense Augusto de Paula Bezerra, de 8 anos de idade, conquistou nos Estados Unidos, no último domingo (25), uma medalha de bronze em uma prestigiada olimpíada internacional de ciências, a Copernicus Global Round 2026. Ele é superdotado e aluno da rede pública municipal de Baturité, e competiu na categoria de ciências naturais.
A competição reuniu estudantes de diversas partes do mundo na Universidade de Rice, na cidade de Houston, no Texas, entre os dias 21 e 26 de janeiro. Na celebração da conquista, Augusto ergueu a bandeira do Estado do Ceará no palco da premiação junto com outras crianças também reconhecidas que carregavam bandeiras de países como Turquia, Jordânia e Cazaquistão.
Conforme a mãe de Augusto, Vaneuda Almeida de Paula, ele foi premiado na categoria 1 de ciências naturais, pelo desempenho alcançado em uma prova escrita de múltipla escolha de alto nível feita no dia 23 de janeiro. Ele foi avaliado em questões sobre química, física, biologia e astronomia.
“A prova tinha tradução. Eles deixam as perguntas em inglês e embaixo colocavam a tradução. Mas ele tem preferência pelo inglês porque a tradução às vezes fica um pouco confusa”, explica a mãe.
Vaneuda também relata que, durante a realização da prova, Augusto ficou “tranquilo e empolgado“, e na premiação “ficou muito feliz e quando desceu do palco chorou bastante sem saber nomear a emoção”.
Augusto é superdotado
A história de Augusto já foi contada no Diário do Nordeste em 2022, em reportagem sobre a necessidade de inclusão escolar para alunos superdotados. À época, a família relatou que Augusto já sabia ler aos 2 anos de idade.
No material, o Diário do Nordeste também mostrou que a condição de superdotação e altas habilidades, ao contrário do que os mitos e o imaginário costumam projetar, não garante apenas vantagens e conquistas. Muitas vezes, o percurso desses estudantes é marcado pela invisibilidade e pela solidão.
No caso de Augusto, desde muito pequeno ele apresentou características de superdotação, sobretudo o ritmo acelerado de aprendizagem, a capacidade diferenciada para resolver problemas e inquietações evoluídas para a idade.
No Brasil, conforme o Ministério da Educação (MEC), estudantes com altas habilidades ou superdotação são aqueles que apresentam elevado potencial intelectual, acadêmico, de liderança, psicomotor e artístico, além de criatividade e forte envolvimento com a aprendizagem.
Fonte: Diário do nordeste.
