Ceará tem 9º melhor salário inicial para professores da rede pública no Brasil

De acordo com o levantamento, a remuneração média inicial dos docentes cearenses é de R$ 6.936,60, valor coloca o Estado entre os dez com melhores salários de entrada para o magistério no país.
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Um estudo divulgado pelo Movimento Profissão Docente, com base em dados de 2025, aponta que o Ceará possui o 9º melhor salário inicial para professores da rede pública entre os estados brasileiros. De acordo com o levantamento, a remuneração média inicial dos docentes cearenses é de R$ 6.936,60.

O valor coloca o Estado entre os dez com melhores salários de entrada para o magistério no país. O ranking considera dados das 27 unidades da Federação e analisa aspectos como planos de carreira, estrutura da jornada de trabalho, progressão profissional e remuneração nas redes estaduais de ensino.

Na liderança do ranking aparece o Mato Grosso, onde o salário inicial para professores chega a R$ 13.007. Em seguida estão Maranhão e Pará, com remuneração de R$ 8.452,03. Roraima e Mato Grosso do Sul ocupam as posições seguintes, com salário inicial de R$ 7.700.

Na sequência aparecem Goiás e Paraíba, com R$ 7.160. Sergipe e Ceará dividem posição semelhante na lista, com remuneração média inicial de R$ 6.936,60, consolidando o Estado entre os melhores níveis salariais do país para o início da carreira docente.

Segundo o estudo, políticas de valorização profissional, como planos de carreira estruturados e incentivos à progressão, têm impacto direto na qualidade da educação. No Ceará, além do salário-base, a remuneração dos professores inclui componentes permanentes da carreira que contribuem para elevar o rendimento ao longo do tempo.

Apesar dos dados apresentados, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) manifestou preocupação com a divulgação das informações. Em nota publicada nas redes sociais, a entidade afirmou que parte dos dados utilizados no levantamento estaria desatualizada.

De acordo com o conselho, diversos estados promoveram reajustes salariais e atualizações normativas ao longo de 2025 e no início de 2026, mudanças que não teriam sido consideradas no estudo.

O Consed também destacou que a valorização do magistério não deve ser analisada apenas pela remuneração inicial. A entidade aponta que fatores como condições de trabalho, formação continuada, progressão na carreira e políticas educacionais também fazem parte do processo de fortalecimento da educação pública.

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