Governo pede investigação sobre aumento no preço dos combustíveis

O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado pela Senacon após declarações públicas de representantes de sindicatos do setor, onde afirmam que algumas distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos alegando alta no preço internacional do petróleo.
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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica a investigação de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O objetivo é apurar possíveis práticas que possam prejudicar a livre concorrência no setor.

O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado pela Senacon após declarações públicas de representantes de sindicatos do setor, como Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis da Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro (MG) e Sulpetro (RS). Segundo essas entidades, algumas distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos alegando alta no preço internacional do petróleo.

O argumento estaria relacionado ao conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio, que provocou forte volatilidade no mercado internacional de energia. Mesmo assim, o governo destacou que a Petrobras ainda não anunciou reajustes nos preços dos combustíveis vendidos em suas refinarias.

Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de indícios de práticas anticoncorrenciais, como possível tentativa de influenciar a adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre empresas do setor.

Nos postos, os preços do diesel, da gasolina e do etanol chegaram a subir até 8,4% nesta semana, após o barril de petróleo atingir a maior cotação em quase três anos. De acordo com o presidente do sindicato que representa o comércio varejista de combustíveis em São Paulo, José Alberto Gouveia, os reajustes estão ligados ao aumento do custo de produtos importados.

Segundo ele, cerca de 25% dos combustíveis comercializados no país são importados, com preços definidos diariamente de acordo com o mercado internacional.

Apesar de produzir mais de 4 milhões de barris de petróleo por dia — volume registrado em dezembro de 2025 — o Brasil ainda depende de importações de cerca de 300 mil barris diários de petróleo de maior qualidade, utilizado principalmente na produção de querosene de aviação e insumos petroquímicos.

Além disso, aproximadamente 20% do diesel consumido no país é importado. A política de preços nas refinarias também influencia diretamente o valor final pago pelo consumidor. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que cerca de 29% do preço da gasolina é impactado diretamente pelos valores praticados pela Petrobras.

No mercado internacional, o barril de petróleo chegou a atingir US$ 119 na madrugada de segunda-feira, impulsionado pelo bloqueio do Estreito de Hormuz em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que reduziu a produção em países como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Apesar da pressão nos preços globais, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou recentemente que a empresa ainda não decidiu sobre possíveis reajustes no Brasil. Segundo ela, a estatal segue monitorando a volatilidade do mercado internacional antes de tomar qualquer decisão.

Nos bastidores do setor, fontes indicam que a Petrobras também passou a limitar compras antecipadas de diesel pelas distribuidoras, fracionando o volume mensal contratado em remessas diárias. A medida busca evitar a formação de grandes estoques diante da expectativa de possíveis aumentos futuros nos preços.

Fonte: Uol

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