Acorda cansado? O celular pode ser o culpado

Outro ponto importante é que, mesmo quando a pessoa consegue dormir, o descanso pode ser fragmentado
Compartilhe

Acordar cansado mesmo depois de dormir cerca de oito horas pode estar ligado a um hábito cada vez mais comum: mexer no celular até os últimos minutos antes de dormir. Especialistas alertam que o uso de redes sociais à noite mantém o cérebro em estado de alerta, prejudica a produção de melatonina hormônio que regula o ciclo do sono e pode comprometer a qualidade do descanso.

De acordo com o professor Thiago Henrique Roza, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o problema não está apenas na luz azul emitida pelas telas, mas também no tipo de conteúdo consumido. Vídeos curtos, notificações e mensagens estimulam o cérebro e dificultam o processo natural de desaceleração que antecede o sono.

Muitos conteúdos da internet são criados justamente para chamar atenção e gerar engajamento, o que provoca uma espécie de hiperativação no cérebro. Esse estado aumenta o nível de alerta e atrasa a chegada do sono. Além disso, como os algoritmos entregam conteúdos personalizados, o envolvimento tende a ser ainda maior, mantendo a mente ativa por mais tempo.

Outro ponto importante é que, mesmo quando a pessoa consegue dormir, o descanso pode ser fragmentado. Isso acontece porque o cérebro permanece em estado de vigilância, muitas vezes esperando notificações ou mensagens. Esse fenômeno pode gerar pequenos despertares durante a noite, chamados de microdespertares, que interrompem fases importantes do sono.

Essas interrupções prejudicam especialmente o sono profundo, responsável pela recuperação física, e o sono REM, ligado à memória e ao equilíbrio emocional. Com o tempo, a falta de um sono realmente restaurador pode causar cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de concentração e até aumentar o risco de ansiedade e depressão.

Entre os sinais de que o uso do celular está afetando o descanso estão a dificuldade de “desligar” a mente ao deitar, a checagem automática do celular durante a madrugada e a sensação de ter dormido mal mesmo após várias horas na cama.

Para melhorar a qualidade do sono, especialistas recomendam reduzir o uso de telas entre 60 e 90 minutos antes de dormir, manter horários regulares para deitar e acordar e evitar deixar o celular ao lado da cama. Criar um ritual de relaxamento, como ouvir música tranquila ou fazer uma leitura leve, também ajuda o cérebro a entrar em modo de descanso.

Segundo Roza, não é necessário abandonar completamente a tecnologia, mas aprender a usá-la com equilíbrio. O objetivo é evitar a hiperestimulação mental que pode prejudicar o sono e, consequentemente, a qualidade de vida.

Fonte: TechTudo

Você pode gostar

Os golpistas fazem contato por telefone, WhatsApp ou e-mail utilizando nomes de servidores ou diretores da Anvisa e durante a abordagem, os criminosos exigem pagamentos para supostamente acelerar ou garantir a aprovação de processos que estão em análise na agência.
Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Acopiara, o crime aconteceu em fevereiro deste ano.
“Quero agradecer a todas elas. Sinto muito o carinho, a solidariedade e as orações. O apoio de todas tem me sustentado”, afirmou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *