PF mira cinco vereadores de Morada Nova em operação contra crime organizado

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, entre eles cinco contra vereadores do município.
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A Câmara Municipal de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (12). A ação faz parte da chamada Operação Traditori, que investiga a atuação de um grupo criminoso suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento ilegal de campanhas eleitorais.

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, entre eles cinco contra vereadores do município. São alvos da investigação os parlamentares Sérgio Pinto da Cunha Hilmar Sérgio, Lúcia Gleidivania Rabelo, Júnior do Dedé, Régis Rumão e Marco Antonio de Araújo Bica Júnior.

Em nota publicada nas redes sociais, a Câmara Municipal informou que as atividades e a sessão legislativa previstas para esta quinta-feira foram suspensas.

Além das prisões, agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará cumprem cerca de 30 mandados de busca e apreensão em diversos endereços. Entre os locais vistoriados estão a sede do Legislativo municipal, residências e empresas ligadas aos investigados.

Segundo as investigações, o grupo teria ligação com uma facção criminosa que atua na região do Vale do Jaguaribe. A organização seria responsável por movimentar e ocultar recursos ilícitos, que posteriormente teriam sido utilizados para financiar campanhas nas eleições municipais de 2024.

O inquérito teve início após o compartilhamento de informações pela Delegacia da Polícia Civil do Estado do Ceará em Morada Nova e pela DPI Sul, que identificaram indícios de infiltração do crime organizado na política local.

A operação ocorre em várias cidades, incluindo Fortaleza, Chorozinho, Limoeiro do Norte e Pedra Branca, além da capital paulista, São Paulo.

As medidas judiciais foram autorizadas pela 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza e também determinam o afastamento cautelar de agentes públicos, além do sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.

A FICCO/CE reúne forças de segurança estaduais e federais, entre elas a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar do Ceará, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e a Perícia Forense do Estado do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste

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“Quero agradecer a todas elas. Sinto muito o carinho, a solidariedade e as orações. O apoio de todas tem me sustentado”, afirmou.

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